A República na cidade

A história da minha rua 

 

 Praça Manuel Teixeira Gomes

 

Quem não conhece a Praça Manuel Teixeira Gomes? Ponto de encontro ou local de convívio, ainda hoje, a praça apresenta um grande dinamismo social, sobretudo nas quentes noites de verão, onde as pessoas se juntam para dar um passeio à beira-rio, para tomar um café ou até saborear um gelado.

       

 A Praça Manuel Teixeira Gomes situa-se entre a Casa Inglesa e o jardim Visconde Bivar. Nem sempre foi este o seu nome. Durante a Monarquia tinha o mesmo nome do jardim, Praça Visconde Bivar. Então, qual a razão por que mudou de nome? Em 1950, quando chegaram a Portugal os restos mortais do ex-Presidente da I República, Manuel Teixeira Gomes, que, desencantado com o rumo político do país se forçara a um exílio voluntário na Argélia, a Câmara Municipal decidiu atribuir, em sua honra, o seu nome à praça. Foi Manuel Teixeira Gomes que, em 11 de Dezembro de 1924, enquanto Presidente da República eleva Portimão a cidade.

Já no início do século XX, a praça era um pólo de vida cultural e social da cidade. Este espaço tinha vários pontos de atracção, nomeadamente os cafés/restaurants, como a Casa Inglesa e a Casa Havaneza, instalados desde 1922 no prédio da Viscondessa de Alvor. Aqui se encontrava a elite local e se jogava bilhar, laranjinha, dominó e cartas.

O coreto era outro pólo de atracção, inaugurado em 1925, ocupava o centro da praça, e nele actuavam bandas filarmónicas que animavam a população e finalizavam cerimónias oficiais. No lugar do coreto, entretanto demolido, surgiu um monumento em honra de Manuel Teixeira Gomes, no entanto, a Junta de Freguesia está hoje a proceder à sua reconstrução na zona ribeirinha.

          

 Também o cinema e o teatro eram actividades culturais ao gosto da população e decorriam inicialmente num barracão na proximidade da praça, no aterro do cais. Aqui assiste-se inicialmente ao cinema mudo mas também às mais modernas fitas cinematográficas.

De Lisboa vinham grandes peças e grandes artistas do teatro. Para além destas, outras actividades eram promovidas, como por exemplo os combates de boxe e as audições de grafonola. Por falta de condições de higiene o barracão foi demolido, tendo-se encontrado ao longo do tempo outras soluções, uma delas o cine-esplanada, construído em 1936.

Autoras:

Catarina Maio e Daniela Maio 11ºE