Os chefes de Estado das Nações em Guerra

O Thalassa, jornal humorístico e de caricaturas, fez capa, em 10 de setembro de 1914, com os chefes de Estado das nações em guerra: Alberto I, rei da Bélgica; Nicolau II, imperador da Rússia, Jorge V, rei da Grã-Bretanha; Pedro I, rei da Sérvia; Raymond Poincaré, presidente da França; Guilherme II, imperador da Alemanha; Francisco José, imperador da Áustria-Hungria.

Curiosamente, os monarcas Jorge V, Guilherme II e Nicolau II era netos da rainha Vitória, logo, primos. Os laços de parentesco, comuns nas monarquias europeias, não impediram que se degladiassem numa guerra sangrenta.

O Talassa, nº 77, 10.09.1914.

O Talassa, nº 77, 10.09.1914.

A Primeira Grande Guerra – o tempo, o espaço e os protagonistas

C. R. W. Nevinson, Returning to the tranches (regresso às trancheiras), 1915

C. R. W. Nevinson, Returning to the tranches (regresso às trancheiras), 1915

Entre 28 de Julho de 1914 e 11 de Novembro de 1918, a Europa envolveu-se numa guerra que atingiu dimensões inauditas.

Vamos relembrar esse facto histórico que marcou a história da Europa e a memória coletiva.

Comecemos com a definição das balizas temporais e espaciais e com a identificação das alianças político-militares em campo.

cronologia da guerra

mapa Europa 1914

alianças politico-militares

 

Concurso escolar “A história da minha rua” – bibliografia

BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA

Carrapiço, Francisco José, et al.

As muralhas de Portimão – subsídios para o estudo da história local.

Portimão: Câmara Municipal de Portimão, 1974.

quem foi quem

Marreiros, Glória. 

Quem foi quem? 200 algarvios do século XX.

Lisboa: Edições Colibri, 2000.

 

 

 

Tengarrinha, José Manuel ( Coordenação).

Portimão e a Revolução republicana.

Lisboa/ Portimão: Texto Editores/ Câmara Municipal de Portimão, 2010.

 

 

 Ventura, Maria da Graça A. Mateus (Coordenação).

Manuel Teixeira Gomes – Ofício de viver.

Lisboa: Edições Tinta da China / ICIA, 2010.

 

 

 

 

 

Ventura, Maria da Graça A. Mateus.

“Para uma descodificação da toponímia urbana”. História. Nº 13. Lisboa: Edipress/ Projornal,  Outubro 1995.

 

 

 

Ventura, Maria da Graça A. Mateus e Marques, Maria da Graça   Maia.

Portimão.

Lisboa: Editorial Presença, 1993.

 

 

 

 

Marques, Maria da Graça Maia, Ventura, Maria da Graça A. Mateus.

Foral de Vila Nova de Portimão (1504).

Portimão: Câmara Municipal de Portimão, 1990.

Concurso escolar A história da minha rua – Regulamento

 

REGULAMENTO

Âmbito do concurso

O concurso escolar “A História da Minha Rua” pretende premiar os melhores trabalhos desenvolvidos pelos alunos da escola, bem como promover o interesse dos jovens pela história local. 

Este concurso decorrerá na Escola Secundária Manuel Teixeira Gomes entre o dia 14 de Fevereiro e 27 de Abril de 2011, conforme programa a divulgar posteriormente. 

Destinatários

O concurso é dirigido a todos os alunos da Escola Secundária Manuel Teixeira Gomes.

Todos os alunos da escola poderão participar com um trabalho individual e inédito.

Tema do trabalho

Os trabalhos devem ter como tema “A História da Minha Rua”, sendo que os autores dos trabalhos devem centrar-se numa pesquisa sobre uma rua da sua preferência/vivência, dando realce ao nome que foi atribuído à rua e salientando o motivo pelo qual ele foi escolhido (ex: personalidades, localidades, etc.).

Além da pesquisa sobre o nome da rua, o trabalho deverá revelar criatividade e originalidade.

Formato

Os trabalhos deverão ser realizados em suporte de papel.

O trabalho deve ser editado com letra Arial, tamanho 12, sendo que o espaçamento deve ser 1,5. O limite máximo é de 5 páginas A4.

O trabalho deve conter ilustrações e deve ser assinado com um pseudónimo (não podendo existir qualquer menção ao nome do seu autor).

Fases do concurso

1ª fase

Os autores dos trabalhos deverão proceder à sua entrega entre o dia 14 de Fevereiro de 2011 e o dia 27 de Abril de 2011.

2ª fase

A admissão dos trabalhos a concurso e a sua avaliação são da responsabilidade do  júri e basear-se-ão nos critérios enumerados no ponto “Critérios de Avaliação”.

Entrega dos trabalhos

A entrega dos trabalhos deverá ser feita através de um envelope, no qual deverá constar o título do trabalho e o pseudónimo do autor, dentro do qual será colocado outro envelope com o verdadeiro nome do autor.

Os trabalhos deverão ser entregues na biblioteca da Escola Secundária Manuel Teixeira Gomes.

Os envelopes estarão disponíveis na BE/CRE a partir do dia 9 de Fevereiro de 2011.

Critérios de avaliação

Só serão admitidos a concurso os trabalhos, que respeitem as condições defenidas no presente regulamento.

A apreciação dos trabalhos terá em conta os seguintes critérios:

1.       Rigor científico;

2.       Criatividade/ originalidade;

3.       Qualidade da apresentação.

Júri

O júri será constituído por:

– Docentes do grupo disciplinar de História;

– Uma personalidade da cidade de Portimão.

Prémios

Serão atribuídos prémios aos três melhores trabalhos, bem como menções honrosas aos restantes, caso o júri os considere merecedores desta distinção.

O júri poderá não atribuir prémios caso os trabalhos não apresentem a qualidade pretendida.

A decisão do júri será soberana e definitiva, não havendo lugar a qualquer recurso.

1º Prémio – livros no valor de 50€

2º Prémio – livros no valor de 30€

3º Prémio –livros no valor de 20€

Cerimónia de entrega dos prémios

Os prémios serão entregues em cerimónia a realizar no dia 27 de Maio de 2011 (Dia de Manuel Teixeira Gomes).

Propriedade dos trabalhos

Os trabalhos admitidos a concurso poderão ser utilizados no âmbito das actividades levadas a cabo pela organização, nomeadamente, através da sua publicação nos blogues (www.noseahistoria.wordpress.com   e www.ahistorianacidade.wordpress.com) ou na imprensa regional.

Os trabalhos premiados integrarão o acervo documental do grupo disciplinar de História, com vista ao seu uso com fins didáticos.

Contactos para esclarecimentos

Gabinete de Ciências Sociais e Humanas (Bloco A)

Docentes do Grupo Disciplinar de História.

Blogues: www.noseahistoria.wordpress.com

www.ahistorianacidade.wordpress.com

Organização

Este concurso é organizado pelos docentes pertencentes ao grupo disciplinar de História.

Boas Festas

Quem disse que a tradição é inimiga da modernidade?

Presépio tradicional do Algarve

No Algarve  e na Madeira o nascimento de Jesus é representado, tradicionalmente,  de uma forma muito singela.

Um menino vestido num altar piramidal, laranjinhas e searinhas.

Esta tradição coexiste com um presépio integrado numa paisagem rural ou, nos Açores,  com representações miniaturais de cenas da vida rural ou aldeã.

 

 

Presépio de altar tradicional da Madeira Presépio tradicional dos Açores

Presépio tradicional dos Açores

A representação do presépio centra-se na Sagrada Família, mas inclui um número variado de outras figuras associadas à tradição bíblica – pastores, animais domésticos, reis magos. Claro que os anjos e as estrelas, fazendo parte do universo celestial, entram, por vezes, neste cenário.

E nós, que vivemos num mundo urbano, já não temos espaço para armar um presépio com musgo, cortiça, lagos de prata com cisnes, caminhos de areia, azevinho com bagas vermelhas, searinhas. Menino Jesus de pé (já crescidinho) com um vestido de brocado ou de linho bordado, num cimo de um altar, seria muito mais fácil de armar. A verdade é que, levados pelo consumismo, preterimos a tradição a favor de uma modernidade ostentatória e fingimos que somos reis magos ricos por um dia.

Agora imaginem que S. José tinha um portátil com internet…  

http://www.youtube.com/watch?v=tgtnNc1Zplc

BOAS FESTAS!

Visita à escola Teixeira Gomes em Béjaia (Argélia)

École Fondamental Manuel Teixeira Gomes

No passado dia 9 de Maio realizou-se uma visita à escola argelina Teixeira Gomes por dois professores da ESMTG: o director, Prof. Telmo Soares, e a Prof.ª Maria da Graça Ventura.

Da esquerda para a direita: Prof. Djamil Aissani, Mme Benabdelak, Prof. Telmo Soares, Pres. Câmara de Béjaia, M. Bachi e Prof.ª Graça Ventura

Fomos efusivamente recebidos, com rigoroso protocolo, pela directora Mme Benabdelak, professores, alunos e funcionários, presidente da Câmara da cidade de Béjaia e outras entidades oficiais.

Mme Benabdelak guiou-nos numa visita à escola, considerada a mais moderna da região (inaugurada em 2005).

Escola laica, claro, sem constrangimentos de ordem política ou religiosa. Alunos polidos, simpáticos e disciplinados.  Professores e funcionários afáveis e calorosos.

 A independência recente (50 anos) justifica  o cunho patriótico das escolas públicas, expresso no ritual matinal de entoação do hino nacional e saudação colectiva à bandeira hasteada no pátio da escola.

No dia da nossa visita, no átrio da escola CEM7 (equivalente ao 3º ciclo do ensino básico), foram hasteadas, lado a lado, as bandeiras nacionais de Portugal e da Argélia.

Escolheram Manuel Teixeira Gomes como patrono porque o adoptaram como cidadão democrata que amou a cidade de Béjaia onde viveu dez anos, onde faleceu com 81 anos e onde foi sepultado.

Mme Benabdelak e M. Telmo Soares

Da irmandade entre as duas cidades e as duas escolas, nasceu um projecto de cooperação que se anunciava gratificante para ambas as partes, mobilizadas pela premência de um diálogo intercultural que promovesse a reaproximação entre os povos do Mediterrâneo.

Béjaia, cidade onde Manuel Teixeira Gomes faleceu

Manuel Teixeira Gomes renunciou à Presidência da República portuguesa em 11 de Dezembro de 1925. 

Vista de Béjaia, da antiga praça Gueydon.

No dia 17 desse mês partiu, a bordo do cargueiro Zeus, para umas férias no Mediterrâneo.
Nunca mais voltou a Portugal. 

Revisitou Marrocos, Argélia, Tunísia, Itália, França. Em Setembro de 1931 chegou a Bougie, cidade antiga que manteve este nome durante a ocupação francesa , mudando-o para Béjaia após a independência. 

O velho hotel onde Manuel Teixeira Gomes faleceu em 18 de Outubro de 1941

Em Bougie / Béjaia permaneceu no quarto nº 13 do Hotel  Étoile até à sua morte em 1941. 

 

 

MGMV