Concurso escolar “A história da minha rua” – bibliografia

BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA

Carrapiço, Francisco José, et al.

As muralhas de Portimão – subsídios para o estudo da história local.

Portimão: Câmara Municipal de Portimão, 1974.

quem foi quem

Marreiros, Glória. 

Quem foi quem? 200 algarvios do século XX.

Lisboa: Edições Colibri, 2000.

 

 

 

Tengarrinha, José Manuel ( Coordenação).

Portimão e a Revolução republicana.

Lisboa/ Portimão: Texto Editores/ Câmara Municipal de Portimão, 2010.

 

 

 Ventura, Maria da Graça A. Mateus (Coordenação).

Manuel Teixeira Gomes – Ofício de viver.

Lisboa: Edições Tinta da China / ICIA, 2010.

 

 

 

 

 

Ventura, Maria da Graça A. Mateus.

“Para uma descodificação da toponímia urbana”. História. Nº 13. Lisboa: Edipress/ Projornal,  Outubro 1995.

 

 

 

Ventura, Maria da Graça A. Mateus e Marques, Maria da Graça   Maia.

Portimão.

Lisboa: Editorial Presença, 1993.

 

 

 

 

Marques, Maria da Graça Maia, Ventura, Maria da Graça A. Mateus.

Foral de Vila Nova de Portimão (1504).

Portimão: Câmara Municipal de Portimão, 1990.

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Visita à escola Teixeira Gomes em Béjaia (Argélia)

École Fondamental Manuel Teixeira Gomes

No passado dia 9 de Maio realizou-se uma visita à escola argelina Teixeira Gomes por dois professores da ESMTG: o director, Prof. Telmo Soares, e a Prof.ª Maria da Graça Ventura.

Da esquerda para a direita: Prof. Djamil Aissani, Mme Benabdelak, Prof. Telmo Soares, Pres. Câmara de Béjaia, M. Bachi e Prof.ª Graça Ventura

Fomos efusivamente recebidos, com rigoroso protocolo, pela directora Mme Benabdelak, professores, alunos e funcionários, presidente da Câmara da cidade de Béjaia e outras entidades oficiais.

Mme Benabdelak guiou-nos numa visita à escola, considerada a mais moderna da região (inaugurada em 2005).

Escola laica, claro, sem constrangimentos de ordem política ou religiosa. Alunos polidos, simpáticos e disciplinados.  Professores e funcionários afáveis e calorosos.

 A independência recente (50 anos) justifica  o cunho patriótico das escolas públicas, expresso no ritual matinal de entoação do hino nacional e saudação colectiva à bandeira hasteada no pátio da escola.

No dia da nossa visita, no átrio da escola CEM7 (equivalente ao 3º ciclo do ensino básico), foram hasteadas, lado a lado, as bandeiras nacionais de Portugal e da Argélia.

Escolheram Manuel Teixeira Gomes como patrono porque o adoptaram como cidadão democrata que amou a cidade de Béjaia onde viveu dez anos, onde faleceu com 81 anos e onde foi sepultado.

Mme Benabdelak e M. Telmo Soares

Da irmandade entre as duas cidades e as duas escolas, nasceu um projecto de cooperação que se anunciava gratificante para ambas as partes, mobilizadas pela premência de um diálogo intercultural que promovesse a reaproximação entre os povos do Mediterrâneo.

Béjaia, cidade onde Manuel Teixeira Gomes faleceu

Manuel Teixeira Gomes renunciou à Presidência da República portuguesa em 11 de Dezembro de 1925. 

Vista de Béjaia, da antiga praça Gueydon.

No dia 17 desse mês partiu, a bordo do cargueiro Zeus, para umas férias no Mediterrâneo.
Nunca mais voltou a Portugal. 

Revisitou Marrocos, Argélia, Tunísia, Itália, França. Em Setembro de 1931 chegou a Bougie, cidade antiga que manteve este nome durante a ocupação francesa , mudando-o para Béjaia após a independência. 

O velho hotel onde Manuel Teixeira Gomes faleceu em 18 de Outubro de 1941

Em Bougie / Béjaia permaneceu no quarto nº 13 do Hotel  Étoile até à sua morte em 1941. 

 

 

MGMV

Portimão no alvor do século XX

O porto de Portimão, desde o século XVI, destacou-se como o mais seguro do Algarve. Daqui saíam madeiras, cortiça, laranjas e conservas de peixe até meados do século XX.

Na segunda metado do século os tempos mudaram. Deixou-se de produzir peixe em conserva, as árvores tradicionais mediterrânicas foram substituídas por eucaliptos, a cortiça escasseia. O movimento portuário, hoje, está associado ao lazer. 

Já ninguém se recorda desta imagem que representa o movimento quotidinao no porto de Portimão.

E o comérc io em Vila Nova de Portimão? Nos tempos da I República, multiplicavam-se sapatarias, chapelarias, drogarias onde se compravam todas as novidades que vinham a bordo dos navios de Lisboa, de Espanha ou do Norte da Europa. 

Será que Manuel Teixeira Gomes comprava os seus chapeús na Chapelaria Henrique Biker de Gusmão, na Rua 5 de Outubro?

370 anos depois…

Hispania Antiqua in tres praecipus partes... 1750. David Rumsey map collection

Celebramos hoje a restauração da independência levada cabo por um grupo de conjurados em Lisboa, há 370 anos. Os sessenta anos de união ibérica haviam estimulado um sentimento patriótico que levaria o povo português a voltar costas a Castela, recusando ser castelhano. Séculos depois, atenuou-se o sentimento anti-castelhano e hoje, parceiros na UE,  alargamos as nossas cumplicidades.

José Saramago casou com Pilar del Río, escrevia em português e, logo, ela traduzia para castelhano. Foi, porventura, o português mais espanhol (no sentido quinhentista, quando Hispânia mantinha ainda uma semântica latina) de sempre.

Quer saber o que pensam de nós os espanhóis? Clique nesta ligação:

Portugal visto pelos espanhóis: http://www.youtube.com/watch?v=_E6TZE-WYVA

Manuel Teixeira Gomes, ofício de viver

No dia em que se comemorou o 150º aniversário do nascimento do nosso patrono, decorreu no auditório do Museu Municipal de Portimão, o lançamento de uma biografia de Manuel Teixeira Gomes. Trata-se de uma obra colectiva, coordenada pela professora Maria da Graça A. Mateus Ventura e que contou com a colaboração de mais seis autores também professores: Paulo Girão, Mário Machado Fraião, Jorge Afonso, Djamil Aissani, Ana Oliveira e José Pacheco.

Na sessão de apresentação participarm alunos da ESMTG, não só vendendo os livros em nome da editora, como também recitando textos de Teixeira Gomes.

É uma edição muito cuidada, encadernação francesa, profusamente ilustrada, com 333 páginas incluindo um índice remissivo.

Edição Tinta da China / ICIA. Encontra-se à venda em todo o país (em Portimão, na Livraria Bertrand).

A República na escola

No dia 5 de Outubro, jovens do Grupo de Teatro A Caverna , alunos de Oficina de Expressão Dramática e de História do 12º F, fizeram uma performance simbólica evocando os 100 anos da República.

Cantaram os parabéns à República, desfraldaram bandeiras e cantaram, em unissono, A Portuguesa.

Letra do Hino Nacional
“A Portuguesa”
Letra: Henrique Lopes de Mendonça
Música: Alfredo Keil

I
Heróis do mar, nobre Povo,
Nação valente, imortal
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria, sente-se a voz
Dos teus egrégios avós,
Que há-de guiar-te à vitória!

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar.
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar