A feira de S. Martinho nos finais do século XIX

Portimão portoEm 1939, Manuel Teixeira Gomes escreveu sobre as suas memórias da feira de Portimão, na sua obra Carnaval Literário. Esta descrição refere-se à feira de S. Martinho, nos finais do século XIX, “há mais de meio século”, dizia ele. Para nós, há mais de cem anos. Mudou o local de realização, bem como o ambiente, os produtos, as diversões. Mas quem não guarda memórias divertidas das feiras? Nos anos 60 e 70 ainda a feira de S. Martinho era o grande acontecimento anual em Portimão. Não havia hipermercados nem centros comerciais, nem internet, nem telemóveis, nem pcs ou tablets. Os jovens ansiavam pelo circo, pelos carrocéis, pelas “feiras” que os pais, avós, tios e padrinhos se sentiam obrigados a dar. Ao fim e ao cabo, a feira nestes anos não era muito diferente daquela que Manuel Teixeira Gomes nos descreveu. Ele conta-nos como era, assim:

mercado de vassouras “Como parecia aumentar a extensão do cais logo que a feira lá assentava! Tornava-se uma vastidão sem fim. Começava pela barulhenta rua dos sapateiros (cheia de penduricalhos, tresandando a curtidura) que eu mal percebia que coubesse ali; depois a rua igualmente longa dos paneiros, porém, mais repousada, quase silenciosa, embora fosse raro o momento em que eles não trabalhassem, medindo às varas os sorianos apetecidos pelos lapuzes friorentos; depois a rua dos tendeiros, exposição das maravilhas que as crianças ambicionam para os seus paraísos domésticos: pélas multicores; tirsos cobertos de guizos; arlequins abrindo os braços do alto das tribunas que lhes proporcionam os gargalos de garrafas; animais de toda a casta, e as gaitinhas de toda a espécie e feitios, com os berimbaus, os tambores, as trompas; e para remate, as harmónicas inacessíveis, regalos… de príncipes reais. Quase isolada, mais larga e decorativa, embora mais curta, a rua com as barracas de arreios: a alegria andaluza dos cabrestões recamados de rosas, as retrancas franjadas, as rédeas de polimenta.

No coração da feira os aristocráticos ourives, com a densa e variada multidão da freguesia que lhes perscruta os escaparates: damas elegantes e desdenhosas; casais de namorados devaneando sobre a posse daqueles tesouros; campónias poupadas que forraram o dinheiro para comprar um par de brincos, ou um cordão, e andam com a família toda (e o noivo) horas sucessivas a examinar, a ajustar…

Mercado-Cântaros1Por fim, formando bairro à parte, as barracas de «comes e bebes» com toques de guitarra e figurões congestionados que deitam a cabeça de fora para vomitar vinho tinto…

Depois, ao ar livre (como chega o espaço para tanta coisa!) a obra de castanho, feita em Monchique: mesas, cadeiras e arcas; os montes de frutas, os peros rescendentes, o cascalho de nozes, as pirâmides de romãs; e as louças de barro, de faiança, estendidas sobre o junco, luzindo ao sol a peculiar garridice dos seus esmaltes vidrados.

Formando também bairro distinto as barracas de bazares ou leilões, dos títeres, e aquela infalível – temerosa – das feras, que se por acaso se soltassem (pobres feras!) devoravam tudo, com constante e enorme concorrência de labregos pasmados e de embarcadiços de mãos dadas e andar balouçado.

E as surpresas e transes da corredoira, para quem se propõe escolher um burro sólido e veloz, que mate de inveja os companheiros de escola?

Mas excedendo tudo a feira de gado, com essa raça de bois vermelhos que no Algarve apuram até à perfeição extrema, e não tem rival no mundo. A última visão que dela me ficou, quando a deixei, dá-me ainda hoje um marujo da armada puxando por um bezerro renitente, enleado no seu uniforme, não porque lhe tolhesse os movimentos mas _ dizia-me ele depois _ por sentir a extravagância de aparecer ali assim vestido, levando pelo baraço um bezerro assustadiço, e ainda em cima o guarda-sol azul e colossal aberto, para abrigar a numerosa família que o acompanhava. Era um tremendo garotão filho de uma comadre dos Montes de Alvor, viúva, que tinha uma horta e moirejava como um homem. O bezerro, da sua criação, foi a peça mais linda que se apresentou na feira: rendeu nove moedas.

E por todos os lados, o povo, a agitação, o bulício, a poeira, o barulho, são tais que as mães estonteadas, cegas, esquecem os filhos que se perdem e desaparecem roubados pelos ciganos, diz a lenda que cito para pôr ponto à relação de tantos assombros… pueris.

«Dar as feiras» constitui no Algarve uma espécie de obrigação, a que ninguém que se preze pode fugir: é mais restrita do que a própria consoada das Endoenças. As crianças andam constantemente à busca dos padrinhos e dos parentes e amigos dos pais para lhes pedirem as feiras, não faltando todavia quem as recuse, sobretudo aos filhos dos ricos que não sabem fazer seleção de avaros e pródigos. Não sucede o mesmo com os pobres, que nunca se enganam…”

Manuel Teixeira Gomes, Carnaval Literário, 1939

Manuel Teixeira Gomes e as sufragistas

Manuel Teixeira Gomes era embaixador em Londres quando as  Suffragettes  radicalizaram a sua luta. Em 1903 Emmeline Pankhurst fundou a Women’s Social and Political Union (WSPU) cujo lema era “Deeds not words”. Em 1913 ele estava em Londres quando Emily Davison se lançou para a pista de Epsom para entregar ao rei Jorge V um lenço com a frase “Vote for women”.

Suffragettes.1913

Defensor do direito ao voto para as mulheres, não só conviveu com a mais famosa sufragista britânica, como publicamente defendeu a sua causa, como prova o seu testemunho na obra Carnaval Literário, escrita em Bougie, em 1935:

Quando tomei conta da Legação de Londres, há 24 anos, as sufragistas estavam em plena actividade e cometiam diariamente atentados de toda a sorte. O membro do governo que elas mais odiavam era Sir E. Grey, ministro dos Negócios Estrangeiros e viúvo de uma sufragista militante, à hora da morte da qual _ afirmava-se _ ele prometera trabalhar sem descanso pela “santa causa”. E como o Ministério continuasse negando-lhes o direito de voto, as sufragistas haviam intimidado Sir Ed. Grey a que se demitisse sob pena de o matarem. A ameaça, tomada a sério, provocou por parte da polícia severas medidas de precaução, das quais as mais visíveis (e grotescas) foram as paliçadas de grosseiros pranchões erguidas, nas extremidades da pequena rua quedava entrada para o “Foreign Office”. Só era permitida a passagem por duas portinholas abertas nas estacadas, e a que, dia e noite, dois polícias colossais (como duas torres) faziam sentinela.

Por acaso, em uma das minhas anteriores visitas a Londres, eu travara relações com uma sufragista de alto coturno, à qual manifestara toda a minha simpatia pela “causa”, e, por acaso também, foi ela uma das primeiras pessoas que encontrei quando entrei em funções. Reafirmei-lhe os meus sentimentos, e isso (à parte algum exagero) com sinceridade e convicção: a mulher inglesa, geralmente muito mais culta do que o homem, tinha boas razões para exigir o direito de voto.

Admirável foi o efeito que produziram as minhas declarações, comunicadas sem demora aos corpos dirigentes: veio logo uma delegação perguntar-me se a República portuguesa não estaria disposta a praticar a almejada reforma, e em cada sufragista surgiu uma defensora da nossa revolução, que bem precisava desses favores, pois a atmosfera de que fruía em Londres era péssima.  

Na verdade, a República Portuguesa não estava disposta a fazer tal reforma. Seria preciso esperar pela revolução dos cravos para que as mulheres portuguesas obtivessem plenamente o direito de cidadania.

Cronologia do movimento feminista em Portugal

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Liga Republicana das Mulheres Portuguesas

1897 – Federação Socialista do Sexo Feminino

1907 – Grupo Português de Estudos Feministas. Dirigido por Ana de Castro Ósório

1908 – Liga Republicana das Mulheres Portuguesas. Dirigido por Maria Veleda, Adelaide Cabete e Ana de Castro Osório.

1911 – Associação de Propaganda Feminista, criada na sequência de divergências surgidas na Liga Republicana. Dirigida, entre outras, por Ana de Castro Osório e Carolina Beatriz Ângelo.

1911 – Carolina Beatriz Ângelo, a primeira mulher portuguesa a votar, usando a ambiguidade do artigo da constituição que atribuía o direito de voto aos cidadãos que soubessem ler e escrever e que fossem chefes de família.

1913 – Adenda à Constituição excluindo as mulheres do direito de voto

1914 – Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, fundado por Adelaide Cabete.

1924 – Realização do Congresso Feminista da Educação, durante 5 dias, com participação de feministas estrangeiras.

1931 – Direito de voto às mulheres com estudos superiores ou curso secundário completo.

1974 – Direito de voto a toda as mulheres.

Corações Valentes

VALIANT HEARTS Video jogo sobre a I Guerra Mundial

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Um fantástico vídeo jogo sobre a I Grande Guerra, da Ubisoft Montellier, publicado em 25.06.2014, com a chancela da Mission Centenaire 14-18, comissão francesa responsável pelo programa comemorativo do Centenário.

Ligação – http://valianthearts.ubi.com

Este jogo inspirou-se em cartas de soldados da Primeira Grande Guerra e em numerosos documentos históricos.

Apesar de se tratar de uma ficção, o jogo baseia-se em acontecimentos reais tal como a batalha do Marne e a batalha do Somme na frente Ocidental.

Valiant Hearts é uma história de destinos cruzados e de um amor partido num mundo destroçado. Todos os personagens tentarão sobreviver ao horror das trincheiras seguindo 0 seu fiel companheiro canino. As suas vidas irão unir-se de forma indissociável no decorrer do jogo. Amizade, amor, sacrifícios e tragédias recairão sobre cada um deles enquanto se ajudam uns aos outros a preservar a sua natureza humana face aos horrores da guerra.

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Um cão é o fiel companheiro que acompanha os personagens nas suas aventuras. Sabia que milhares de cães serviram na 1ª Guerra? Usados como mensageiros, eles levavam ordens para a frente de combate em cápsulas presas ao corpo. Os cães também era usados como guardas e carregadores de munição e armamento.

 

Para visitar o trailer do jogo e conhecer factos curiosos sobre a I Guerra, clique na ligação http://valianthearts.ubi.com

 

 

 

Cronologia da guerra nas colónias africanas

A 5 de agosto de 1914 toda a Europa estava em Guerra. No dia 2 desse mês, em Portugal começaram-se a fazer sentir os efeitos psicológicos da guerra: a moeda de prata desapareceu de circulação, as mercadorias subiram de preço e deu-se uma corrida aos bancos para levantar o dinheiro.

A par do pânico da população, o Governo não sabia o que fazer.
No dia 7 de agosto, o Governo de Bernardino Machado levou ao Congresso da República uma declaração sobre a política externa a seguir, face à emergência da guerra. Esta declaração reafirmava a tradicional aliança com a Inglaterra sem declarar guerra à Alemanha.

N456_0001_branca_t0Porém, apenas cinco dias depois, Portugal organiza uma expedição militar com destino a Angola e Moçambique, começando, desta forma, a combater não na Europa, mas em África, isto é, a posição de Portugal na Primeira Guerra Mundial não se podia separar da defesa das colónias ultramarinas, já que as ambições da Alemanha sobre estas eram bastante grandes.

Assim, numa primeira etapa, Portugal participou, militarmente, na guerra com o envio de tropas para a defesa das colónias ameaçadas pela Alemanha. Face a este perigo e sem declaração de guerra, o Governo português enviou contingentes militares para África.

in Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2015. [consult. 2015-01-24 15:11:13]. disponível em http://www.infopedia.pt/$portugal-e-a-primeira-guerra-mundial

Cronologia da guerra em África – 1914

Fonte: http://www.arqnet.pt/portal/portugal/grandeguerra/pgmafrica.html

18 de Agosto É decidida a organização de uma expedição militar com destino a Angola e a Moçambique.
25 de Agosto Em Moçambique dá-se o primeiro incidente de fronteira, com o ataque alemão ao posto fronteiriço de Maziúa, na fronteira do Rovuma, tendo sido morto o chefe do posto e sendo incendiado o posto e as palhotas vizinhas.
11 de Setembro Partida de Lisboa de uma expedição militar, comandada pelo tenente-coronel Alves Roçadas, com destino a Angola.
Partida do corpo expedicionário para Moçambique, comandado pelo tenente-coronel Massano de Amorim.
1 de Outubro As forças expedicionárias do comando de Alves Roçadas desembarcam em Moçâmedes, no Sul de Angola. A força era composta de 1 batalhão de infantaria, 1 pelotão de metralhadoras, 1 bateria de artilharia e 1 esquadrão de cavalaria.
19 de Outubro Incidente de fronteira em Naulila, no sul de Angola. São mortos três alemães, parte de uma missão, que tinha entrado na província sem autorização, e acampado na margem esquerda do Cunene, mas já no território da província.
22 de Outubro As forças expedicionárias de Alves Roçadas e forças provinciais acabam a sua concentração em Lubango, no planalto de Moçâmedes, preparando a defesa do sul de Angola contra quaisquer investidas de tropas vinda da África Alemã do Sudoeste.
30 de Outubro Massacre de Cuangar. O posto português de Cuangar, na margem esquerda do rio Cubango, no Sul de Angola, é atacado por alemães armados de metralhadoras. São mortos dois oficiais, um sargento, cinco soldados europeus e treze africanos, o comerciante Sousa Machado e uma mulher, num total de 22 pessoas.
31 de Outubro Alves Roçadas determina a organização das chamadas Forças em operações ao Sul de Angola, com as forças expedicionárias e forças da província.
1 de Novembro A primeira expedição portuguesa para Moçambique desembarca em Porto Amélia, no norte da colónia. Era composta por 1 batalhão, 1 bateria e 1 esquadrão.
2 de Novembro Uma tentativa de desembarque de forças militares britânicas, vindas da Índia, em Tanga, no norte da África Oriental Alemã, é repelida, sofrendo a força invasora pesadas baixas.
5 de Novembro Forças militares de reforço da guarnição portuguesa em Angola partem de Lisboa, comandadas pelo capitão-tenente Coriolano da Costa, devido aos incidentes acontecidos com tropas alemãs na fronteira.
12 e 13 de Dezembro Encontros entre patrulhas portuguesas e alemãs, no Sul de Angola, com  troca de tiros.
17 de Dezembro Forças alemãs, sob o comando do major Frank, acampam nas margens do Cunene.
18 de Dezembro Combate de Naulila. As forças alemãs atacam as portuguesas obrigando-as a retirar, em direção a Humbe, no Sul de Angola. Morrem 3 oficiais e 66 sargentos e soldados.
19 de Dezembro As forças portuguesas abandonam Humbe, depois do paiol do Forte Roçadas ter explodido. Retiram mais para norte, para Gambos, com intenção de defender Lubango, no Sul de Angola.
Motivados pelos combates entre forças europeias, as populações africanas da Huíla, no Sul de Angola, revoltam-se. São dirigidas pelo soba Mandume, da terra Cuanhama.

 

 

A guerra nas colónias portuguesas em África

O Zé, 8.8.1914 "Eu não tenho armas!? ... Para combater os alemães tenho as de ... S. Francisco"

O Zé, 8.8.1914
“Eu não tenho armas!? … Para combater os alemães tenho as de … S. Francisco”

 

Em 1914, com exceção da Etiópia, da Libéria e da União Sul Africana, que eram independentes, da Líbia e de Marrocos que não tinham sido ainda “formalmente conquistados”, o resto do continente africano encontrava-se ocupado e dividido entre o Reino Unido, França, Portugal, Alemanha, Espanha, Itália e Bélgica.

A Grã-Bretanha detinha o maior império em África, controlando cerca de 4/5 do comércio na região a Sul do Sahara. A Alemanha, por sua vez, dando continuidade à política iniciada por Bismark no final do século XIX, detinha um pequeno império, mas estrategicamente posicionado, estendendo-se de Madagáscar até à entrada do Mar Vermelho. Ambos os impérios faziam fronteira com territórios sob administração portuguesa, cujo domínio tinham começado a disputar no palco internacional.

"As possessões portuguesas da África, e as alemãs, belgas e inglesas que confinam com elas. É de todo o ponto interessante a publicação do presente mapa, pelo qual os nossos leitores podem apreciar a situação das nossas colónias na África em relação aquelas com que confinam - alemãs, belgas e inglesas. Um simples golpe de vista sobre este mapa, quando se tenha a noção exacta da gravidade do momento actual, dá a ideia precisa da altíssima missão confiada às tropas espedicionárias que partiram em 11 do corrente" . Ilustração Portuguesa, nº 447, de 14 de Setembro de 1914; pág.348 - Hemeroteca Digital

“As possessões portuguesas da África, e as alemãs, belgas e inglesas que confinam com elas. É de todo o ponto interessante a publicação do presente mapa, pelo qual os nossos leitores podem apreciar a situação das nossas colónias na África em relação aquelas com que confinam – alemãs, belgas e inglesas. Um simples golpe de vista sobre este mapa, quando se tenha a noção exacta da gravidade do momento actual, dá a ideia precisa da altíssima missão confiada às tropas espedicionárias que partiram em 11 do corrente” . Ilustração Portuguesa, nº 447, de 14 de Setembro de 1914; pág.348 – Hemeroteca Digital

A posição geoestratégica dos territórios portugueses em África, aliada à dimensão periférica, económica e financeiramente frágil da metrópole, suscitou, logo a seguir ao assassinato de Sarajevo, a imediata e particular atenção da República portuguesa.

A 21 de Agosto de 1914, o Presidente do Ministério, Bernardino Machado, decretou a organização e o envio de dois destacamentos mistos (artilharia de montanha, cavalaria, infantaria e metralhadoras) com destino a Angola e Moçambique.

Entre 1914 e 1918 Portugal mobilizou cerca de 30 000 homens para combater em Angola e em Moçambique. Grande parte dos militares que integraram estas expedições chegaram a África já doentes, incapazes de resistir às terríveis condições de higiene vividas durante a viagem.

http://www.portugal1914.org/portal/pt/escolas-historia

 

O República, de 14 de setembro de 1914, prevê vitória rápida dos franceses…

Dois dias após após a 1ª batalha do Marne, que obrigou os alemães a recuar,  a imprensa portuguesa prevê a vitória rápida do exército francês.

Puro engano, estava a começar a fase mais dramática do conflito na Europa – a guerra das trincheiras.

Republica, 14.09.1914 "O exército francês a caminho da vitória!"

Republica, 14.09.1914
“O exército francês a caminho da vitória!”